diário / journal

Por aqui temos andado ocupados, vejam com quê .

Novidades frescas, todos os dias no nosso ponto de venda, na Rua Poço dos negros 119, LX ou na nossa loja online.

Por aqui também terão oportunidade de saber mais sobre as pessoas identificadas na nossa plataforma ou sugerir outros, procurar ou propor serviços.

Quem estiver por perto e quiser saber mais sobre o nosso projecto, apareçam às terças ou quintas das 15h às 19h, estaremos por lá para vos receber.


































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Para quem tem andado distraído, a Malta&Cª organizou ciclo de oficinas de iniciação a várias técnicas ou materiais, dando a oportunidade aos interessados, explorar e ter uma primeira abordagem ao ofício em causa.

Ficam aqui algumas das imagens das várias oficinas... para ficarem com inveja e para a próxima participarem!
























"Habemos padrão!!!!"


A Malta&Cª, convidou uma designer da nossa plataforma, a Inês Freitas, para desenhar um padrão que incluísse o nosso principal foco: as oficinas. E que mais um artesão, mestre, maker, criativo valoriza, do que as suas ferramentas?Pois foi isso mesmo que pedimos à Inês que nos fizesse, um padrão cheio de ferramentas dos mais diversos ofícios.Encontram, se procurarem com cuidado, martelos, prensas, pregos, linhas, tesouras, ferragens, agulhas, botões, bem divirtam-se a procurar.Vamos agora explorar este padrão, em vários suportes, mas tudo indica que vão ser extraordinários, é a nossa cara.

Digam lá da vossa justiça!!











Produzir / Construir / Testar

A Malta&Cª continua a colaborar, cooperar , a co-desenhar e co-produzir com os nossos mapeados.
Temos desenvolvido uma série de protótipos em colaboração com as oficinas disponíveis no nosso território.
Vários projectos estão a materializar-se.
Temos que avaliar a possibilidade e capacidade de produção, mas também as ferramentas, os espaços disponíveis e as valências que podemos utilizar ou reutilizar.

A perspectiva é a de revitalização, portanto gostaríamos de contribuir activamente com a nossa produção, na melhoria das condições, mas também, no aumento significativo de volume de negócios, destes espaços.

Evidenciar a qualidade e conhecimentos técnicos é uma premissa, portanto, teremos que desenhar conforme os recursos, e não desenhar para depois encontrar os recursos. Fazemos para eles, com eles.
Nesta altura, temos ainda que avaliar a recepção destes produtos no mercado final, e é assim, que teremos os primeiros protótipos em exposição, de forma a verificar a aceitação dos mesmos.

Não se trata apenas de desenhar com técnicas ancestrais, apenas com uma preocupação estética, mas se queremos que o projecto funcione e seja sustentável, temos que ter uma preocupação comercial, também. Só assim será possível fazer a inclusão destas pessoas no processo de produção sustentável.






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A Malta&Cª vai marcar presença na Sessão do Dialogue Café "O Artesanato como sector criativo para o desenvolvimento? Partilha de ideias e experiências" 

- 24 May - 17h00 to 18h30


In the framework of the cycle Global Exchange of Craft Makers, a first session on “Are crafts a promising creative sector for development? Sharing thoughts and experiences” will be organised next 24 May from 17h to 18h30 connecting cities of Évora, Lisbon, and Rio de Janeiro. 


O Dialogue Café Lisboa está baseado na Fundação Calouste Gulbenkian (Sala 3 - perto dos auditórios)

Apareçam e vamos partilhar ideias ;)




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Um dos nossos serviços é facilitar a construção de objectos com os nossos mapeados.


Assim, é com imenso orgulho que vos apresentamos um exemplo, de um objecto, que foi encomendado por um novo restaurante do bairro, e que aceitou a nossa proposta para o seu Menu. Um exemplo de um cliente que sabe valorizar anos de experiência, e a diferença de se fazer um a um, com mãos que fazem há muito tempo.


Desenhado pela Malta&Cª, encadernado pelo nosso encadernador Bernardino, com uma gravura, produzida aqui ao lado, na Fotogravura União e gravado na rua de Marcos Marreiros ;)



Este é só um exemplo do que podemos fazer pelo bairro.
Venham mais projectos destes, que estamos aqui para juntar a Malta e fazer mais, mais personalizado, mais pensado, mais local.



























As ferramentas foram a maneira que o homem encontrou para ampliar a força e destreza do seu corpo. As máquinas possibilitaram a multiplicação destes princípios por milhões de vezes.

O Torno foi provavelmente uma das primeiras tecnologias desenvolvidas para a produção em grande escala. Com ele (na antiguidade) uma pessoa poderia sem maiores dificuldades, produzir recipientes para toda uma comunidade.
Chamado de Máquina Ferramenta Fundamental, foi a partir dele que se originaram todas as demais ferramentas, o Torno pode executar maior número de operações que qualquer outra máquina ferramenta.
O Torno executa qualquer espécie de superfície de revolução uma vez que a peça que se trabalha tem o movimento de avanço e translação. Permite usinar qualquer obra que deva ter seção circular e combinações de tais seções. O trabalho abrange obras como eixos, polias, pinos e todas as espécies de roscas.

Nome: Salles Torres LDA
Morada: Travessa dos mastros 1 , 12 e 15, Lisboa
Contactos: 21 392 0466 
salles_torres@netcabo.pt

Serviços:
 Reparação e reconstrução de maquinas




















Algumas das imagens que vamos recolhendo no decorrer da nossa actividade.

Continuamos à procura, continuamos a pesquisar, continuamos rendidos ao talento de tantos Mestres da nossa freguesia, Misericórdia.


















Sabiam que...


Nas cidades medievais existiam várias corporações de artesãos: dos tecelões, dos tintureiros, dos ferreiros, dos carpinteiros, dos ourives, entalhadores de pedras, e outros.
Estas unidades de produção artesanal eram marcadas pela hierarquia (mestres, oficiais e aprendizes) e pelo controle da técnica de produção das mercadorias pelo produtor.As pessoas geralmente ficavam 10 anos em cada oficio,e o seu mestre de oficio era obrigado a dar alimentação e estadia.Essas corporações estabeleceram regras para o ingresso na profissão e tinham control de quantidade, da qualidade e dos preços dos produtos produzidos,chamado de preço justo.Um artesão nunca poderia estipular um preço maior ou usar material de qualidade inferior ao de seu colega.Isso evitava a concorrência dos membros de mesmo ofício.

Os artesãos eram pessoas muito respeitadas nesta altura. Era considerado um dom, o poder de criar objectos para uma função especifica.





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x Reflexões x


Como dizia o outro: "Vale a pena pensar nisto..."

Todos os Mestres, Artesãos e executantes que encontramos , conhecemos, procuramos, depois de falarmos um pouco, percebemos que o que normalmente é mais valorizado pelos clientes é a possibilidade deste profissional poder personalizar uma peça, um fato, um móvel, um livro, o que seja.

A diferenciação está aqui, a mais-valia é esta, o caminho é este. 

No entanto, não parece assim tão fácil de chegar a um acordo, de fechar uma encomenda de conseguir um negócio, em que todas as partes saiam, contentes e satisfeitas.
O cliente, porque acha que o preço é muito alto, o executante, porque sabe que nem sempre o seu trabalho é devidamente valorizado. 

É então aqui, que achamos que identificamos um problema: nem todos os que procuram a exclusividade, sabem identificar a preciosidade desta. Ou seja, assim como os nossos Mestres tiveram a sua formação, achamos que os clientes que estão dispostos a pagar mais por um serviço, devem ter uma preparação, saber o que estão a pedir, identificar um trabalho bem executado de um aldrabado, distinguir uma preciosidade de uma banalidade.

Quando se encomenda um móvel, temos que saber qual a melhor madeira para a sua função e local de utilização, quanto estamos dispostos a gastar e principalmente, saber distinguir o real valor acrescentado. 

É sempre mais fácil, quando o cliente sabe o que quer e sabe do que está a falar. 

Quem entra num alfaiate e pergunta se pode fazer um vestido à medida, está muito longe de sair satisfeito da experiência, de poder mandar fazer uma peça à sua conta e medida. Alguém que não quer gastar mais do que pode, não desenha sem pensar nos custos de produção, de material ,de trabalho e execução.

É numa perspectiva educacional que a Malta&Cª pretende mostrar e acompanhar o processo, a experimentação, a prototipagem dos vários produtos que os nossos Mestres produzem.

Os possíveis e futuros clientes, terão a oportunidade de avaliar e solicitar, e até exceder a expectativa do Mestre executante, do criador ; ao ser um cliente informado, educado e que sabe o que quer no final.

Um cliente informado, dará mais valor ao valor final da peça, do móvel, do fato, do que quer que seja. 

Porque sabe que este material não foi comprado a atacado do outro lado do mundo, por meia dúzia de trutas, que aquela perna de cadeira não foi feita como tantas outras centenas naquele dia, naquela fábrica, que aquele fato, foi todo cosido e medido para ti, com o teu nome, com a tua marca, com a tua identidade.

Podes começar a pensar nisto?

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                                        x 19 de Março x Dia Mundial do ARTESÃO x






                               Parabéns a todos os nossos Mestres, a todos os nossos artesãos. 

                                    Novos, antigos, novas técnicas, velhas tradições. 




As artes e oficios tradicionais são hoje reconhecidos pelas suas potencialidades como motor de desenvolvimento, sendo múlHplos e de grande visibilidade os seus impactos.Para além do seu valor patrimonial, de herança histórica e cultural, o artesanato interfere nos tecidos económico e social das regiões, como fonte de rendimento e de emprego e é um importante fator de ligação e envolvimento das populações com os seus territórios, apresentando mais-valias importantes a nível ambiental e turístico. 






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A MALTA&Cª é uma marca de design que produz exclusivamente com artes e oficios locais. 
Fizemos um levantamento de algumas oficinas locais disponíveis e juntamos tudo numa plataforma online, QUE TE CONVIDAMOS A UTILIZAR. 
Porque sabemos que sozinhos não fazemos a diferença, queremos potenciar novos negócios para todos.
Assim, este é um espaço onde podes encontrar parcerias, um serviço que procuras, uma colaboração que sempre imaginaste fazer!

Faz, e nós promovemos e divulgamos o teu trabalho, a tua colaboração, a tua parceria.
FAZ A TUA PARTE 

Podes enviar a tua sugestão para maltaecompanhia@gmail.com
e visita a plataforma em  www.maltaecompanhia.com
























 Oficina 37  # Rua de S.Bento 37 . Lisboa #







Na Oficina 37



A Ana, abriu o atelier da Rua de S.Bento, há 3 anos. O Alvaro, chegou há 2 anos há Oficina 37.

Ana,  tem mais inclinação para os entalhes e transformação de peças. 
Dispostos pela loja estão pormenores de entalhes que nos remetem para outros alturas, mas depois vemos uma bobine, que passou a ser uma elegante mesa e percebemos que encontramos sofisticação. 

Álvaro, encarrega-se da parte da Marcenaria. Tudo tem que ser cuidadosamente calculado mas o espaço é suficiente para tudo: encomendas personalizadas e arranjos, são alguns dos trabalhos que faz. Primeiro aprendeu por gostar durante as horas vagas, e depois foi aprender porque queria ser mestre.

Foi lá, no IAO da FRESS, que se conheceram e aprenderam o ofício. Trabalham juntos na oficina, há 2 anos e partilham o que é preciso fazer.

Podem visitar a Oficina e comprar peças restauradas ou transformadas, encomendar uma peça personalizada, ou pensar em conjunto numa nova peça para a casa!

Vamos passando por lá para vos dar as novidades e saber mais coisas. Ficamos pouco tempo à conversa, mas curiosidade não nos falta, para saber tudo sobre o que aqui se faz.






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A MALTA&Cª É UMA MARCA DE DESIGN QUE PRODUZ EXCLUSIVAMENTE COM ARTES&OFICIOS LOCAIS. FIZEMOS UM LEVANTAMENTO NO NOSSO TERRITÓRIO DAS OFICINAS DISPONIVEIS E JUNTAMOS TUDO NUMA PLATAFORMA ONLINE, QUE TE CONVIDAMOS A UTILIZAR. ESTE É UM ESPAÇO ONDE PODES ENCONTRAR PARCERIAS, UM SERVIÇO QUE PROCURAS, UMA COLABORAÇÃO QUE NUNCA FIZESTE. NÓS PROMOVEMOS O QUE FIZERES COM ELES. PARA SER MAIS FÁCIL  ENCONTRARES A OFICINA QUE PROCURAS, FIZEMOS UM MAPA.
TODOS OS MAPEADOS, ESTÃO DISPONIVEIS PARA TRABALHOS COLABORATIVOS

AGORA FAZ A TUA PARTE.






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Sales Torres Limitada
Travessa dos Mastros nº 1, 1-A, 10,11,12 E 15 1200-266 Lisboa
Reparação e reconstrução de máquinas

Neste video conseguimos ver uma lamina de guilhotina a ser afiada, eram 17h e a máquina passa de lá para cá, desde a hora de almoço... O trabalho de sempre, desde 1930. Foi a manutenção e arranjo de maquinaria de e para gráficas, que sempre deu trabalho a esta oficina. Certo é, que a maioria das máquinas tem mais anos do que cada trabalhador.
Já foram 20 a trabalhar, vinham máquinas da Alemanha para ser reparadas e de toda a Europa. Agora, junto com a falência das gráficas, decresce o trabalho e agora só são 4 de volta das máquinas.
Um deles está aqui, desde os 14 anos. É preciso paciência, pois este é um trabalho de precisão e toda a atenção é pouca!

https://www.facebook.com/609982429102334/videos/74084398268284

















Todos os dias, tentamos responder a várias respostas que vão sendo colocadas ao longo da planificação da nossa actividade.

Reflexão constante, é obrigatória.

Pensarmos e fazermos, sem ouvirmos as dificuldades, necessidades de quem ainda faz, não seria uma reflexão séria, nem tão pouco proveitosa.

Por isso, sempre que queremos conhecer algum destes artesãos, alguma destas oficinas, começamos por ouvir as muitas histórias que têm para nos contar.
Certo, sempre, é o orgulho que têm no exercício do seu ofício.

Os mais antigos pela forma como o aprenderam, a custo, muitos anos de aprendizagem, que hoje sabem, valer tanto. Têm consciência da  importância dos seus conhecimentos técnicos, do que podem ensinar e do que querem transmitir. A partilha de todos os feitos é feita com tal alegria, que ficamos contagiados com o entusiamo, de quem sabe que há muito mais para fazer.

Os mais novos, pela vontade em querer fazer e acreditarem cegamente no que estão a fazer. Muitos, ou quase todos, tiveram outras experiências profissionais pouco motivadoras e decidiram mudar de vida. Mudar de rumo, fazer o que gostam de fazer. São novos, têm tempo e vontade para aprender ( "porque isto de aprender em workshops de dois ou três dias, não é nada... (...) têm que ser meses, anos..."
Têm quase sempre preocupações ambientais e perseguem um estilo de vida  mais sustentável. São novos olhares, que principalmente se prendem com o que se quer ser, e como aproveitar a vida, de forma que valha realmente a pena.

Em comum?
Temos encontrado a paixão pelo que fazem. Fazem tudo, com tempo e amor, trabalham horas, dias, com a mesma paixão, que depositaram na primeira peça conseguida!









 


 Definir um modelo de cooperação justo para todos X


COM TODOS E PARA TODOS.

Será possível de se fazer? Como e quem vai julgar o que um fez e o outro cobra, para no final se partilharem lucros? Quem tem a sensatez de olhar para todos os trabalhos e saber aplicar o justo custo do mesmo, se nem o conhece de forma aprofundada? Haverá a possibilidade de num mesmo produto, termos que aplicar vários modelos de cooperação?

Quais os modelos que estão implementados?
São eficazes no seu objectivo?
Continuam igualitários? 
Em que proporções?

Certo, seria quaisquer modelos de cooperação ponderados, serem designados em conjunto com todos os envolvidos. 

A participação colectiva, é uma premissa, não uma causa de poucas soluções.
A solução ideal só poderá nascer de uma solução colectiva.










Cooperar




prestar cooperação; trabalhar juntamente (com); colaborar (com)

"acto de unir esforços para a resolução de um assunto ou problema,facilitando o acesso aos meios práticos para o conseguir"

Tal como a frase diz: acto de unir esforços para a resolução de um problema. Qual o nosso problema identificado? A extinção das artes e ofícios tradicionais locais. Vamos unir que tipo de esforços, para resolver este problema? Todos os recursos que encontrarmos. Unir conhecimentos e novas tecnologias, novas formas de pensar e projectar, com os conhecimentos e técnicas e saberes ancestrais, para conseguirmos atingir um objectivo comum.
Qual? O da valorização, renovação e expansão das artes&ofícios locais, essenciais para a manutenção de um bairro vivo, uma cidade melhor,e ainda a perpetuação da identidade e cultura portuguesa.












Em busca da Oficina Perdida...




"A menina vá por ali, sobe aqui estas escadas, pergunta por lá, e depois veja se ainda lá está, mas olhe que eu acho que já fechou"
"Não, por aqui não vai encontrar nada disso... aqui já não se vê ninguém a fazer nada..."

Será? Será que procuramos em vão? Será que não nos deixamos acreditar ou vencer pelo que achamos que ainda existe, mas só percebemos que se calhar só encontramos, o que já existiu?

É uma pergunta que nos fazemos todos os dias. Em busca das pessoas, que têm tantas estórias para contar, porque é que valorizamos umas coisas, que vendo bem, não têm valor nenhum, e achamos que  mestres de oficinas por 30 ou 40 anos, não são património? Deixam-se desaparecer valores, deixamos técnicas tradicionais para trás, deixamos identidade morrer?

Porque é que numa rua onde estavam 3 marceneiros e 4 carpinteiros, agora só encontramos portas fechadas, condomínios de luxo e nada de oficinas, ofícios, artes... Será que algum dia vamos encontrar uma resposta simples e clara? Mais do que o problema da massificação da produção, mais do que a industrialização de vários processos, as mãos ultrapassadas pelas máquinas, o tempo transformado em linha de produção, não serão as pessoas o mais importante? Ou será que quando compramos algo, esse tratamento diferenciado não é importante? A possibilidade de personalizar o seu produto, de se criar uma relação com quem o faz, minimizar a "distância" entre quem faz e quem compra.

A identificação e mapeamento dos que ainda restam, é um ponto fundamental na nossa missão de valorizar e renovar estes ofícios.
Por isso, não.
Não achamos que seja em vão, não nos deixamos esmorecer pelos mais incrédulos, vamos continuar a procurar, perguntar, caminhar e esperamos encontrar.

















O Sr. Armando  x Sapateiro x

Visitei o Sr. Armando, sapateiro independente desde os dezoito anos, aprende o ofício desde os 8 e parece que é espécie rara aqui por estes lados! Neto, filho, sobrinho e afilhado de sapateiro, já foram muitas as casas que teve, agora resiste num lugar que se sente pequeno, para tanta ferramenta, mercadoria, e outras coisas que quem vem trazendo, depois se esquece de buscar e é trabalho que não traz pão!

Estivemos à conversa mais tempo do que ele podia, mas há muitas histórias para contar, a quem só chegou a este bairro muitos anos depois de quem, com olhos de ainda menino, se fascinava a ver as coisas acontecer!


 




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Este é um espaço de partilha e reflexão de todas as nossas actividades, que diariamente são desenvolvidas.

Assumimos o compromisso de identificar e promover as nossas artes & ofícios, proporcionando uma reflexão sobre como poderemos contribuir para a sua perpetuação.

Temos como objectivo a sua valorização. Retratos, testemunhos, e principalmente a mestria de quem sempre soube, fazer .

Começaremos a partilhar parte da informação que recolhemos diariamente, mas também todas as histórias de vida e saberes de todos que procuramos, que depois será agregada na nossa plataforma onde além das histórias, teremos os contactos e valências de cada uma destas pessoas.

Sabemos que não vão querer perder esta oportunidade de participar e acompanhar a nossa evolução.

Até já ...





Este projecto é apoiado pelo programa BIP/ZIP Lisboa 2015 - Parcerias Locais - financiado pela Camara Municipal de Lisboa e tem como parceiro a Associação Rés do Chão.







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