terça-feira, 24 de maio de 2016
Um exercício que nos leva a outro.
A Malta&Cª , para quem ainda não sabe, é uma marca de design que produz exclusivamente com artes&ofícios locais. E quando dizemos locais, referimo-nos ao nosso bairro, à nossa freguesia.
E porquê? Porque achamos que estes agentes têm um importante papel, na dinamização da economia local, mas também na rotina que faz um bairro.
O que é um bairro? O que faz uma rua?
Poderíamos pensar mais no território, de forma lata, mas achamos que são as relações de proximidade, o facto de conhecermos o Sr. Adriano, marceneiro, ou a Ana a Costureira, ou tantos outros, onde devemos ir fazer as nossas compras, porque sabemos que é mais uma porta aberta na nossa rua, porque sabemos que vamos receber um bom dia e obrigada, porque sabemos que estamos a sustentar um negócio, que permite àquela pessoa ter o seu pequeno negócio, e fazer a sua vida, também no nosso bairro.
Ele, é feito de diversidade, de oferta de novos e mais antigos negócios, comércios, ofícios, mas têm que existir. E ao existir, têm que ser suportados. Suportados por um consumo consciente, que procura saber como foi feito, de onde veio, e quem fez.
Foi este exercício, que nos levou à rua, e procurar, pesquisar quais os recursos existentes. Encontramos costureiras, marceneiros, oficinas de serigrafia, alfaiates, artistas, designers.
Mas também percebemos que existem outros, que já estiveram no território, no bairro, e que por alguma razão, não temos a capacidade de os manter cá.
Por vezes não é a falta de recursos, mas a falta da partilha destes que provoca isto. Espaços, equipamentos, conhecimentos que talvez, se fossem partilhados, dariam a oportunidade de estabelecer novos agentes no território, ou os mesmos de sempre.
Um exercício que nos leva a outro.
A identificação do que existe é feita de forma permanente, permite-nos saber com quem e o quê podes trabalhar, mas e se fizéssemos também, com que agentes que já aqui "moraram" sejam incluídos neste exercício, de juntar, colaborar, conhecer, reconhecer, será que estamos a proporcionar novas oportunidades para um tão esperado regresso?
Pensamos que sim, e é por isso, que chamamos alguns destes exemplos a colaborar, com o objectivo de os aproximar deste território, de criar oportunidade para a partilha, de espaço, de equipamentos, mas principalmente de conhecimentos.
quinta-feira, 19 de maio de 2016
"Vale a pena pensar nisto..."
Como alguém dizia : "Vale a pena pensar nisto..."
Todos os Mestres, Artesãos e executantes que encontramos, conhecemos e procuramos, percebemos que o que normalmente é mais valorizado pelos clientes é a possibilidade deste profissional poder personalizar uma peça, um fato, um móvel, um livro, o que seja.
A diferenciação está aqui, a mais-valia é esta, o caminho é este.
No entanto, não parece assim tão fácil chegar a um acordo, de fechar uma encomenda de conseguir um negócio, em que todas as partes saiam, contentes e satisfeitas.
O cliente, porque acha que o preço é muito alto, o executante, porque sabe que nem sempre o seu trabalho é devidamente valorizado.
É então aqui, que achamos que identificamos um problema: nem todos os que procuram a exclusividade, sabem identificar a preciosidade desta. Ou seja, assim como os nossos Mestres tiveram a sua formação, achamos que os clientes que estão dispostos a pagar mais por um serviço, devem ter uma preparação, saber o que estão a pedir, identificar um trabalho bem executado de um aldrabado, distinguir uma preciosidade de uma banalidade.
Quando se encomenda um móvel personalizado, temos que saber qual a melhor madeira para a sua função e local de utilização, quanto estamos dispostos a gastar e principalmente, saber distinguir o real valor acrescentado.
É sempre mais fácil, quando o cliente sabe o que quer e sabe do que está a falar.
Quem entra num alfaiate e pergunta se pode fazer um vestido à medida, está muito longe de sair satisfeito da experiência, de poder mandar fazer uma peça à sua conta e medida!
Alguém que não quer gastar mais do que pode, não desenha sem pensar nos custos de produção, de matéria e execução.

É numa perspectiva educacional que a Malta&Cª pretende mostrar e acompanhar o processo, a experimentação, a prototipagem dos vários produtos que os nossos Mestres produzem.
Os possíveis e futuros clientes, terão a oportunidade de avaliar e solicitar, e até exceder a expectativa do Mestre executante, do criador ; ao ser um cliente informado, educado e que sabe o que quer no final.
Um cliente informado, compreenderá melhor o valor final da peça, do móvel, do fato e saberá custear o real valor acrescentado.
Porque sabe que este material não foi comprado a atacado do outro lado do mundo, por meia dúzia de trutas, que aquela perna de cadeira não foi feita como tantas outras centenas naquele dia, naquela fábrica, que aquele fato, foi todo cosido e medido para ti, com o teu nome, com a tua marca, com a tua identidade.
Podemos começar a pensar nisto?
Todos os Mestres, Artesãos e executantes que encontramos, conhecemos e procuramos, percebemos que o que normalmente é mais valorizado pelos clientes é a possibilidade deste profissional poder personalizar uma peça, um fato, um móvel, um livro, o que seja.
A diferenciação está aqui, a mais-valia é esta, o caminho é este.
No entanto, não parece assim tão fácil chegar a um acordo, de fechar uma encomenda de conseguir um negócio, em que todas as partes saiam, contentes e satisfeitas.
O cliente, porque acha que o preço é muito alto, o executante, porque sabe que nem sempre o seu trabalho é devidamente valorizado.
É então aqui, que achamos que identificamos um problema: nem todos os que procuram a exclusividade, sabem identificar a preciosidade desta. Ou seja, assim como os nossos Mestres tiveram a sua formação, achamos que os clientes que estão dispostos a pagar mais por um serviço, devem ter uma preparação, saber o que estão a pedir, identificar um trabalho bem executado de um aldrabado, distinguir uma preciosidade de uma banalidade.
Quando se encomenda um móvel personalizado, temos que saber qual a melhor madeira para a sua função e local de utilização, quanto estamos dispostos a gastar e principalmente, saber distinguir o real valor acrescentado.
É sempre mais fácil, quando o cliente sabe o que quer e sabe do que está a falar.
Quem entra num alfaiate e pergunta se pode fazer um vestido à medida, está muito longe de sair satisfeito da experiência, de poder mandar fazer uma peça à sua conta e medida!
Alguém que não quer gastar mais do que pode, não desenha sem pensar nos custos de produção, de matéria e execução.

É numa perspectiva educacional que a Malta&Cª pretende mostrar e acompanhar o processo, a experimentação, a prototipagem dos vários produtos que os nossos Mestres produzem.
Os possíveis e futuros clientes, terão a oportunidade de avaliar e solicitar, e até exceder a expectativa do Mestre executante, do criador ; ao ser um cliente informado, educado e que sabe o que quer no final.
Um cliente informado, compreenderá melhor o valor final da peça, do móvel, do fato e saberá custear o real valor acrescentado.
Porque sabe que este material não foi comprado a atacado do outro lado do mundo, por meia dúzia de trutas, que aquela perna de cadeira não foi feita como tantas outras centenas naquele dia, naquela fábrica, que aquele fato, foi todo cosido e medido para ti, com o teu nome, com a tua marca, com a tua identidade.
Podemos começar a pensar nisto?
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