sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Consumo assente nos valores do produto. É possível?



Quando compramos um objeto, estamos na maior parte dos casos ou a cumprir uma necessidade ou a satisfazer uma vontade. 
Será assim tão simples? Será assim tudo tão transparente?

Esquecemos quem ou que industria estamos a suportar e quem estamos a favorecer. Esquecemos que com uma compra estamos a fazer uma escolha cultural. Um acto abstrato a favor ou contra alguém, valores que muitos defendem, mas poucos exercem no acto de selecção.

A compra deve ser um acto pensado e não um impulso. 
É fácil? É barato? Não.
Mas de certeza que queremos continuar a suportar industrias que assentam somente no lucro, não pensam ou valorizam a condição e direitos humanos?

Será que não temos todos o dever de suportar valores que realmente interessam?
Compra local e ajuda o comércio da tua rua, compra nacional e ajudas a economia do teu país.

É um comportamento que se deve encorajar pelo menos um dia por semana, pelo menos uma semana por mês e talvez haja um dia em que a história do que compras e quem faz o que usas, vestes e comes seja mais importante do que apenas um simples impulso.

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